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Projeto da CIERJA recebe Menção Honrosa no Prêmio Innovare

 

 

O projeto “Criando juízo – uma rede de apoio à cidadania por meio da aprendizagem”, da Comissão Interinstitucional do Estado do Rio de Janeiro para a Aprendizagem (CIERJA), recebeu Menção Honrosa na 14ª Edição do Prêmio Innovare, que tem como objetivo identificar, divulgar e difundir práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil. A cerimônia aconteceu nesta terça-feira (05/12), no Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

A iniciativa, inédita no país, é fruto de parceria entre sete instituições, incluindo a Amatra1, e visa encurtar distâncias entre empresas e adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa ou em acolhimento institucional, de forma a auxiliá-los no importante primeiro passo rumo à inserção no mercado de trabalho.

O projeto concorreu com 710 práticas, sendo um dos 12 finalistas, na categoria Tribunal.

Presente durante a solenidade, o juiz do Trabalho André Villela, representante da Amatra 1 na CIERJA, destacou o objetivo principal do projeto. “É um desdobramento de um acordo de cooperação para combate ao trabalho infantil, e está relacionado às Varas da Infância para encaminhamento de crianças que cumprem medidas socioeducativas, ou que estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica, para as empresas que têm de cumprir a cota de aprendizagem. A partir da fiscalização do Ministério do Trabalho e das autuações do MPT, nós identificamos empresas e sugerimos a possibilidade de elas procurarem, junto ao Tribunal de Justiça, o cadastro na central de vagas. Nós fazemos as ações conjuntas e, a partir daí, as empresas têm a liberdade para contratar. Atualmente, nós também desenvolvemos um projeto de aprendizagem com 440 jovens, já programando para expandir para 220 jovens no ano que vem”, explicou.

Já a desembargadora aposentada Gloria Regina Ferreira Mello, também integrante do projeto da CIERJA, destacou que o sucesso do projeto advém da articulação e do diálogo interinstitucionais construídos.

O presidente da Anamatra, Guilherme Feliciano, prestigiou a cerimônia e falou sobre a importância da atuação da Magistratura trabalhista  em práticas sociais. “A Magistratura do Trabalho, mais uma vez, fez um belíssimo papel no Innovare. A proposta finalista apresentada, que conta com a participação da Amatra1 e do TRT 1, chamou a atenção de todos, pela inventividade e pela capacidade de mudar comportamentos. Infelizmente, não foi agraciada, mas serviu a todos os presentes, e aos mais que a conhecerem, como referência e inspiração para ações semelhantes”.

O presidente da Anamatra com a desembargadora Gloria Mello e o juiz André Villela

 

Foto: Rosinei Coutinho/STF



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